O palmito é o miolo da parte superior do tronco das palmeiras, chamado de gema apical. Atualmente, é um ingrediente nobre, presente em saladas e pratos sofisticados de todo o mundo.
Mas quando os imigrantes pomeranos chegaram a Santa Catarina, foi também um alimento essencial para o sustento.

Palmito: um alimento básico do imigrante

No princípio, os colonos encontraram dificuldades para produzir seus próprios alimentos. Afinal, as áreas de cultivo precisavam ser limpas e preparadas, e muitos dos vegetais e matrizes animais trazidos da Europa não se adaptaram bem ao clima e terra brasileiros.
Nesse contexto, a caça e o extrativismo foram fundamentais para complementar a alimentação dos imigrantes. E, dos vegetais extraídos da mata, um dos mais importantes foi o palmito.

Um alimento tipicamente brasileiro

A palmeira juçara (Euterpe edulis) é nativa e muito comum na mata atlântica catarinense, e dela se prepara o palmito juçara. Este palmito já era usado como alimento pelos índios, e os imigrantes rapidamente aprenderam a aproveitá-lo para enriquecer sua alimentação. Logo se tornou um dos ingredientes brasileiros plenamente incorporados à culinária do imigrante, assim como aconteceu com o aipim.

O palmito cultivado

No final do século XX, a extração intensa da palmeira juçara a tornou uma espécie ameaçada, e por isso seu corte foi proibido. Na Rota do Enxaimel e nas encostas de Pomerode, rapidamente a palmeira juçara se regenerou, e hoje é amplamente encontrada em todas as matas que envolvem a cidade.
Com essa proibição, os descendentes dos colonizadores passaram então a cultivar outras variedades de palmeiras, como a pupunha, a palmeira imperial e a palmeira real, sendo esta última considerada a mais nobre para a produção de palmito. Nativa da Austrália, a palmeira real se adaptou bem ao clima brasileiro, e seu palmito é muito apreciado pela textura macia e sabor delicado. Além de saboroso, é um alimento saudável, por ser rico em fibras, sais minerais e diversas vitaminas.

Palmito produzido na Rota do Enxaimel

Quem passeia pela Rota do Enxaimel percebe muitos lotes cultivados com palmeiras reais. Muitas delas serão processadas pela Baumann Conservas, localizada próxima ao final da rota. A empresa recebe as cabeças de palmito cultivadas na região e faz todo o preparo de forma artesanal, e envasa o produto em vidros que serão comercializados localmente ou nos supermercados da região.

Venha conhecer a produção de Avelina Baumann, que oferece palmitos em diferentes cortes, além de vários outros vegetais em conserva. Para mais detalhes e localização, clique aqui.